Fichas Interactivas
1. O que são fichas interactivas?
Neste momento é muito fácil criar e desenvolver fichas e avaliação interactivas utilizando quer as plataformas de ensino à distância como o moodle, quer o próprio programa do professor que acompanha o Magalhães ou utilizando programas gratuitos que permitem fazer fichas /"quiz" em html (página de Internet).
Como é óbvio, nem todas as questões podem ser realizadas numa ficha de avaliação interactiva, mas uma utilização de fichas mistas, com uma componente escrita e uma componente de teste interactivo pode ser especialmente atraente por dois motivos: 1) todas as fichas de avaliação possuem perguntas de resposta rápida, pelo que a sua correcção automática facilita o trabalho do professor e aumenta a velocidade de feed-back aos alunos; 2) mesmo que nem todos os alunos possuam computador, a realização da ficha de avaliação em duas fases - escrita e interactiva- permite a realização simultânea de avaliação.
2. Que programas devem ser utilizados para criar fichas de avaliação interactivas?
Existem imensas opções para a criação de fichas de avaliação interactivas, desde programas pagos a programas livres.
Como são grátis sugerem-se duas opções que podem ser facilmente experimentadas. Qualquer um destes programas cria um teste que é uma página de internet que pode ser publicada ou passada aos alunos numa pen drive, para eles realizarem.
1. Quizfaber
Ideal para fazer fichas de avaliação que misturem os vários tipos de ficheiros - preenchimento de espaços, escolha múltipla, legenda, combinação de termos,... todos combinados numa única página de teste, com classificação global final.
2. Hotpotatos
Ideal para fazer jogos de conhecimentos mais lúdicos, com a possibilidade também de misturar diferentes tipos de questões (limitada neste programa de demonstração). Permite por exemplo criar jogos de palavras cruzadas e todos os tipos de questões que o programa anterior também permite. O hotpotatos goza de uma maior possibilidade de integração em plataforma como o moodle.
3. O Mythware (programa do professor que acompanha o Magalhães - ver secção Ferramentas do Professor) também permite realizar questões de escolha múltipla se os computadores estiverem todos ligados através da rede sem fios.
4. Utilizar ferramentas online como a plataforma moodle ou o www.popfly.com da microsoft.
3. Fichas de avaliação interactivas: realidade ou utopia?
A. Introdução
As
fichas de avaliação são instrumentos que poucos professores dispensam, são
praticamente inevitáveis. Reflectindo um pouco sobre a sua utilização podemos
fazer algumas questões: Há quantos anos se utilizam as fichas de avaliação?
Como transformar uma ficha de avaliação numa ficha formativa? O que aprendem os
alunos durante as fichas de avaliação? Como evoluíram as fichas de avaliação?
Que competências avaliam as fichas de avaliação?
Partindo
desta desconcertante insatisfação podemos procurar novas formas avaliar e de
dar feedback ao trabalho do aluno. Para além disso, estamos numa era em que o
tempo do professor, mais que nunca, tem que ser bem rentabilizado para
conseguir pesquisar, actualizar-se, planificar, criar documentos, participar
nas actividades, sem deixar de cumprir o cada vez mais alargado horário a
passar na escola.
É
neste panorama que as fichas de avaliação auto corrigíveis podem surgir como
uma alternativa. Note-se que não é uma ideia de todo pioneira, por exemplo o
exame de código da estrada já há muito tempo é realizado nestes moldes ou, por
exemplo nalgumas universidades, já se utilizam testes de escolha múltipla
realizados de forma mais frequente para avaliar os alunos como complemento dos
exames finais.
O
objectivo deste artigo é apresentar uma modalidade de ficha de avaliação
realizada no computador compatível com a utilização real nas escolas portuguesas,
explorar as vantagens e desvantagens deste método de avaliação, desmistificando
algumas ideias que a poderiam inviabilizar à partida.
B. Fichas de avaliação integradas: uma proposta diferente
Quando
se fala em fichas de avaliação auto corrigíveis a maioria das pessoas pensa nos
“testes americanos” ou nas “questões de cruzes”, mas uma ficha de avaliação
realizada com o auxílio do computador pode ser muito mais que isso.
O
primeiro aspecto a considerar é que estas fichas podem ter uma grande
diversidade de exercícios diferentes, desde a correspondência ou associação de
frases/termos, as questões de verdadeiro e falso, as legendas de figuras, bem
como as mais conhecidas questões de escolha única ou escolha múltipla.
A
segunda particularidade a considerar é o facto desta proposta de ficha de
avaliação integrada englobar um 2 em 1: a ficha de avaliação integrada consta
de uma parte que é realizada no computador, em que o aluno obtém imediatamente
a avaliação das suas respostas, e uma parte com uma ou mais questões de
desenvolvimento, onde se testa o que o aluno sabe de uma forma mais sistemática,
obrigando-o a organizar as suas ideias por escrito, utilizando competências na área
da utilização da língua portuguesa (Ver Anexos).
Uma
ficha de avaliação realizada nestes moldes tem algumas particularidades, a
saber:
1) Qualquer
ficha de avaliação possui um conjunto de questões de resposta mais ou menos
directa, que não exigem ao aluno grande capacidade de expressão oral, pelo que
a realização da ficha auto corrigível facilita a correcção deste grupo de
questões sem desvirtuar o seu objectivo inicial;
2)
Se o professor liberta algum tempo de correcção pode utilizá-lo na parte de
questões de desenvolvimento, criando questões mais exigentes, trabalhando desta
forma competências de expressão escrita, organização de ideias e criatividade
do aluno;
3) A
principal barreira à realização de testes no computador a valer na avaliação é
a falta de computadores, mas, utilizando uma avaliação integrada com duas
partes, na mesma mesa pode estar um aluno a fazer a parte escrita e outro
colega a fazer o teste electrónico, trocando posteriormente.
C. Qual a melhor ferramenta para produzir uma ficha de avaliação electrónica?
Existem
diversos programas para produzir fichas de avaliação electrónicas, a maioria de
distribuição gratuita. A ferramenta Hot Potatos é das mais conhecidas pela sua
versatilidade, embora limite um pouco a composição de testes com diferentes
tipos de questões. Outra ferramenta interessante é o QuizFaber que, para além
da simplicidade de utilização, permite uma composição com diferentes tipos de
questões muito fácil.
O
professor tem que ser cada vez mais professor-investigador e, se pesquisar, de
certeza que vai encontrar muitas outras ferramentas e aplicações com estas
funções. Por exemplo, nos sistemas operativos linux, mais vocacionados para a
educação, surge software incluído no instalação inicial para produzir questões.
Todas
estas ferramentas são muito interessantes, mas apresentam à partida uma
barreira de utilização para muitos professores: 1) é necessário perceber um
pouco de FTP e redes para publicar estes testes na Internet; 2) os resultados
para serem armazenados necessitam de configurações no servidor; 3) as
comunidades de partilha de recursos estão distantes geograficamente e não falam
português.
A
vulgarização da plataforma moodle em Portugal poderá responder a estas
dificuldades. A utilização da actividade mini-teste permite a criação de fichas
de avaliação com diferentes tipos de questões com a grande vantagem de ser tudo
feito online, pelo que a ficha de avaliação fica automaticamente
publicada na Internet (em data e hora definidas pelo professor com acesso livre
ou restringido) e os resultados são automaticamente guardados (para além da
avaliação é guardada a hora de início e fim e as respostas em cada resolução
para consulta posterior).
D. Prós e contras da avaliação electrónica (utilizando o moodle)
O
quadro I procura resumir algumas das vantagens e desvantagens das fichas de
avaliação realizadas no computador utilizando a ferramenta online moodle para
criar e aplicar as fichas.
Quadro I -Principais vantagens e
desvantagens das fichas de avaliação electrónicas do moodle na pesrpectiva do
professor e do aluno.
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Domínio |
Vantagens |
Desvantagens |
|
Preparação da ficha de
avaliação |
Os
testes ficam automaticamente publicados na Internet.
É
possível reutilizar questões de anos anteriores.
É
possível partilhar questões entre professores. O aluno/encarregado de educação pode consultar na Internet a data de realização da ficha.
O
professor pode disponibilizar um teste tipo de revisões ou outras actividades
de revisões/ disponibilização de recursos de estudo. |
A edição tem que ser feita online.
Inicialmente
é necessário habituar-se ao software e a uma nova variedade de condicionantes. O professor tem que encontrar o número ideal de questões de acordo com o tempo provável de resolução que é mais variável de aluno para aluno.
O
aluno pode descurar o estudo pois a ficha “é de cruzes”… |
|
Realização da ficha de avaliação |
Há uma correcção automática, com feedback automático ao aluno – incremento do valor formativo. Este processo permite uma poupança de tempo pois deixa de ser necessário uma aula completa de correcção da ficha de avaliação. Os alunos desenvolvem competências básicas de utilização das TIC ao responder à ficha.
Os
alunos ficam mais motivados pois trata-se de uma novidade. |
É necessário preparar uma sala ou requisitar a sala TIC.
O
professor fica sujeito ao facto de a tecnologia poder falhar (faltar a
Internet, faltar a luz, não funcionar um computador). Mas, caso isto
aconteça, é possível repetir facilmente a ficha de avaliação noutra hora. |
|
Qualidade das fichas de
avaliação |
As fichas podem possuir imagens a cores e recorrer a recursos online (vídeos, imagens animadas, esquemas, gráficos interactivos, etc…). Pode ser avaliado um maior leque de conhecimentos (podem ser testados mais aspectos de um capítulo ou do programa).
Podem
ser avaliadas competências distintas – capacidade de pesquisa na Internet;… |
Caso
o professor faça questão de imprimir o teste depois de resolvido, gastam-se
muitas folhas e tinta (os resultados ficam disponíveis online pelo que
este passo não é obrigatório).
Só
podem ser utilizados os tipos de questões pré-defenidas (apesar da variedade,
é limitada a apresentação de raciocínios de cálculo, do desenho e esquemas e questões
de desenvolvimento,…).
|
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Valor formativo |
As competências cognitivas de compreensão, interpretação e aplicação de conhecimentos podem ser convenientemente exploradas. O aluno sabe imediatamente a sua avaliação – a revisão da prova é imediata. Podem ser acrescentadas notas de correcção às diferentes opções das questões.
O
professor fica com um registo automático e imediato das notas, mas também das
questões em que os alunos tiveram mais dificuldades. |
Os
alunos podem ser distraídos ou ficar ansiosos por se utilizar uma nova
tecnologia.
As
fichas de avaliação electrónicas isoladas não desenvolvem a expressão
escrita, a conceptualização nem a organização de respostas. Para além disso,
o aluno pode não memorizar os conceitos (menor valor em termos de
competências cognitivas na área do conhecimento). |
E. Alguns mitos sobre a avaliação electrónica
E.1As fichas de avaliação “de
cruzes” são mais fáceis
Para
avaliar esta afirmação, foram aplicadas fichas de avaliação integradas/mistas a
duas turmas, uma de 8º e outra de 9º ano de escolaridade. A ficha possuía uma
parte de teste electrónico a valer 70% e uma segunda parte que envolvia uma
composição (orientada por termos a utilizar) a valer 30% - questão de
desenvolvimento.
Quando se compararam estatisticamente os resultados da
ficha de avaliação integrada/mista com a média das notas das três últimas
fichas de avaliação, concluiu-se que, no caso do nono ano, os resultados são estatisticamente
semelhantes para um intervalo de confiança de 95% (p=0,208). No entanto, no
oitavo ano, os resultados na ficha de avaliação integrada/mista foram
estatisticamente superiores aos obtidos nas três últimas fichas de avaliação
(p=0,012) (ver anexos – Tabela I).
Considerando apenas os resultados obtidos na ficha de
avaliação integrada/mista, os resultados na parte realizada no computador são
estatisticamente superiores às notas obtidas na questão de desenvolvimento
(p<0,02) (ver anexos – Tabela II).
Concluiu-se que os alunos obtiveram melhores notas na parte
da ficha de avaliação integra/mista realizada no computador mas, quando
comparadas as notas globais na ficha integrada/mista com a média das três
últimas fichas, os resultados são inconclusivos. Na turma de nono ano há uma
ligeira subida das notas na ficha integrada/mista que não é estatisticamente
significativa. No entanto, no oitavo ano esta subida das notas na ficha em
causa foi significativa. Logo, não é possível afirmar inequivocamente que as
fichas de avaliação integradas/mistas são mais fáceis, embora haja uma
tendência global de melhoria das notas dos alunos. Para além disso, deve-se ter
em conta que esta foi uma análise isolada, sem a dimensão tempo e sem uma
análise detalhada das diferenças entre competências testadas.
E.2
As escolas não
possuem computadores suficientes/ não há condições para aplicar testes nos
computadores
A verdade é que este já não
é um factor limitante se considerarmos a modalidade proposta. Se a ficha de
avaliação for integrada (mista), na mesma mesa pode estar um aluno a resolver
as questões de desenvolvimento e outro aluno a realizar a ficha de avaliação electrónica
num computador, tendo o professor o cuidado de recolher a folha de respostas e
colocando-os numa orientação que dificulte a visualização mútua.
Todas as escolas possuem
salas TIC devidamente instaladas que devem ser utilizadas por todos os alunos e
não só para na disciplina TIC de 9º ano. Estas salas tinham uma dimensão
mínima, pelo que são sempre salas de tamanho razoável. Caso seja possível, esta
é a opção mais simples em termos logísticos.
Se a sala for demasiado
pequena há sempre a opção dos computadores portáteis que a maioria das escolas
receberam. São 14 computadores o que permite a realização do teste com turmas
até 28 alunos. Esta opção obriga a dois cuidados: 1) é necessário algum tempo
para montar e ligar todos os portáteis, bem como depois desligar e arrumar; 2)
a sala tem que ter boas condições de acesso à Internet.
Mesmo que estas duas soluções
pareçam demasiado complexas há sempre a alternativa de desdobrar a turma,
pedindo ao coordenador TIC, ao coordenador do projecto CRIE ou aos professores
que se encontram disponíveis para substituição para acompanharem uma das
metades da turma na sala TIC ou na sala de aula durante a realização da ficha
de avaliação.
E.3 Este tipo de ficha de
avaliação dá mais trabalho ao professor
Este
aspecto é sempre discutível, por isso vamos estabelecer um paralelismo,
comparando a aplicação desta tecnologia com os acetatos.
Quando
surgiram os acetatos foi necessário investir em retroprojectores, o professor
teve que dispender tempo a prepará-los, tinha que requisitar o projector,etc…
Mas, apesar deste dispêndio de energia, o balanço foi positivo:
1)
maior qualidade - o professor conseguia abordar mais conteúdos numa aula e
os alunos podiam até ver imagens sem serem desenhadas no quadro;
2)
reutilização - os acetatos podiam ser reutilizados em anos seguintes (o
quadro e giz apaga-se, o acetato não…);
3)
massificação
- mais tarde, esta tecnologia vulgarizou-se e as próprias
editoras passaram a fornecer acetatos pré-feitos.
É obvio que o professor
terá de dispender algum tempo até conseguir “brincar” com estas ferramentas para
criar testes auto corrigíveis mas, tal como aconteceu com os acetatos, o balanço
também será positivo, senão vejamos:
1)
maior qualidade - as fichas auto corrigíveis podem
ter imagens a cores, podem ser realizadas com maior frequência (avaliação mais
frequente é mais formativa) e podem englobar um volume maior de conhecimentos
(e até competências normalmente pouco testadas- por exemplo a pesquisa de
informação na internet);
2)
reutilização - depois de o professor criar um
banco de dados de questões, pode facilmente fazer vários testes diferentes ou
até partilhar questões com outros professores (neste campo pode até definir-se
um acesso limitado às questões, em que o aluno/encarregado de educação
visualiza o teste respondido sem poder imprimir, nem copiar as questões);
3)
massificação -
quanto mais se vulgarizar a tecnologia, mais fácil será aplicar nas
escolas as fichas de avaliação electrónicas e mais recursos pré-feitos haverá
disponíveis (note-se o fenómeno de massificação da utilização da plataforma
moodle no nosso país).
E.4 Os alunos
copiam facilmente
Tal
como num teste normal há sempre a possibilidade dos resultados serem viciados.
O facto dos alunos possuírem o monitor à sua frente pode facilitar a troca de
palavras entre alunos ou a consulta das designadas cábulas.
A
verdade é que, em termos do teste no computador, a ordem dos itens de resposta
é baralhada aleatoriamente cada vez que o teste é descarregado, pelo que
dificulta a cópia, sobretudo se as diferentes opções tiverem extensão
semelhante e se houver uma distância mínima entre os alunos e entre os
monitores dos computadores.
Um
factor muito importante a considerar neste aspecto é a extensão da ficha de
avaliação(por exemplo o mesmo teste de 17 questões foi respondido em oito
minutos por alguns alunos e em trinta minutos por outros). Apesar de depender
muito dos alunos, se a ficha for demasiado curta, pode suscitar mais problemas
após a sua realização.
E.5 Alguns alunos
resolvem o teste demasiado rápido e não respondem com atenção
Este
é um fenómeno que se verifica, sobretudo em alunos mais novos e nas primeiras
fichas realizadas desta forma. Muitos alunos ficam ansiosos com o facto da
ficha ser realizada no computador e respondem demasiado rápido. Este “problema”
pode ser resolvido de várias formas.
A
situação ideal seria os alunos fazerem uma ficha de revisões formalmente
semelhante à ficha de avaliação para se ambientarem ao sistema (por exemplo no
mesmo período, para a primeira ficha de avaliação, utilizar a ficha no
computador como revisões e, na segunda ficha do período, aplicar uma avaliação
integrada/mista).
Outra
hipótese de solução, embora mais polémica, é permitir ao aluno realizar duas
tentativas de resposta à ficha de avaliação. Neste caso, por uma questão de
justiça, deve-se ter o cuidado de “esconder” a avaliação final (pois se o aluno
recebe o feedback das questões que errou, facilmente as corrige). Também se
deve escolher como método de avaliação a média das tentativas de resolver a
ficha, tornando o resultado mais equitativo e comparável.
E.6 Os alunos
podem ter acesso à ficha de avaliação com antecedência
Há
vários mecanismos que impedem o acesso à ficha de avaliação antes do professor
dar ordem. Por exemplo pode definir-se uma palavra-passe, impedindo qualquer
aluno de iniciar ou ver o teste. Para além disso, a ficha pode estar
configurada para “abrir” apenas a determinada hora e dia.
No
que diz respeito ao acesso à prova, o aluno no final da mesma ou em qualquer
altura pode visualizá-la. Mas o
professor pode definir que o aluno consulte e reveja apenas durante algum
tempo, ficando a ficha de avaliação indisponível posteriormente, permitindo a
sua reutilização em anos seguintes (a realização de testes em janela segura
impede a sua impressão).
F. Notas finais
Penso que este é um pequeno
contributo para encarar as fichas de avaliação electrónicas como uma
alternativa viável nas escolas portuguesas às fichas de avaliação apenas
escritas. Apesar de todas as condicionantes técnicas de aplicação e o tempo que
será necessário despender para aderir a esta tecnologia, as vantagens superam
as desvantagens, sobretudo quando pensamos no valor formativo e na capacidade
de testar um maior volume de conhecimentos/capacidades, “poupando” uma aula de
correcção.
Finalmente, fica a ideia que é
preciso desmistificar a utilização de fichas electrónicas, aceitando-as de uma
forma séria, começando, desde já a incluí-las na nossa prática docente.
A proposta de utilização de um modelo integrado ou misto de
ficha de avaliação visa resolver a falta de recursos, mas também contribui para
a equidade e combate a possível tendência inflacionista das avaliações somente
electrónicas.
Em termos de investigação ficam abertas muitas questões:
Como incluir as fichas de avaliação integradas/mistas nos critérios de
avaliação? Qual o melhor modelo de integração destas fichas de avaliação com a
planificação anual? Podem substituir-se totalmente as fichas de avaliação
escritas? É possível utilizá-las em todas as disciplinas? Qual a
G. Bibliografia
Case, S. & Swanson, D (1996).
Constructing Written Test Questions For the Basic and Clinical Sciences
Webgrafia:
Manual
de instruções do Moodle (acedido em Março de 2007)
www.moodle.org.
Instruções
para elaborar questões de escolha múltipla (acedido em Abril 2005)
www.gave.pt.
www.escola.diferentenet.com | Introdução ao Magalhães